domingo, 13 de dezembro de 2015

9 Months, capitulo 5 - I needed You

Audrey POV.
Você não pode me ouvir chorar
Veja todos os meus sonhos mortos
De onde você está
Eu nunca tinha visto meu pai daquele estado, ele me olhava com desprezo, com desgosto, eu não via mais o brilho em seu olhar quando me via, não havia mais o orgulho de ver sua filha. Claro que ele estaria decepcionado, sua filha não passaria de uma adolescente ficando gravida aos dezessete.
-Pai, eu posso explicar.
-Me explicar oque? Que você abriu as pernas para qualquer marmanjo e agora me aparece gravida. -Minhas lágrimas já eram incontroláveis. - Audrey, eu sempre torci por você e pela sua irmã, eu sempre com você se formando, me apresentando seu namorado ou até mesmo seu noivo. Eu sempre tive orgulho de você, uma ótima aluna com notas excelentes, capitã das lideres de torcida, uma ótima companhia. Eu sempre aceitei tudo oque você fazia, te perdoava, mas gravidez com dezessete anos dentro da minha casa, eu não aceito.
É tão quieto aqui
              E eu me sinto tão frio
         Esta casa já não
          Se parece um lar
Meu pai chorava, mas chorava como nunca havia visto, ele não queria estar fazendo isso eu o conheço, mas ele se sentia obrigado, e eu intendia completamente.Mas onde eu iria morar? Como eu iria sustentar meu filho? Como ia pagar as consultas?
-Pai...
-Não diga nada, suba para seu quarto, pegue tudo que é seu e saia da minha casa.
-Mãe... - Olhei para a mulher que até agora estava etática no sofá.- Faz alguma coisa.
-Você sabia disso Helena?
-Não...Não, eu não sabia.Ela nunca me falou sobre isso.
Quando você me disse que iria embora
Eu senti que não podia respirar
Meu corpo dolorido caiu no chão
Flash Back On;
Hoje seria o jantar de negócios do meu pai, nunca gostei desse jantar. Ele acontecia a cada três meses quando o chefe da polícia de toda Austrália vinha para Sydney ver como andava as coisas.
Minha mãe sempre foi muito cuidadosa com minha aparência, ainda mais quando se tratava desse jantar.Todos conseguia perceber disso quando ela havia comprado meu vestido a três meses atrás.
Enquanto a mesma estava em meu closet escolhendo meu sapato, vesti rápido para tentar esconder minha barriga de dois meses, ela não poderia ver, ela perceberia facilmente.Tentei fechar o zíper da parte de trás com um pouco de dificuldade, até que minha mãe veio me ajudar.
-Nossa, parece estar mais justo seu vestido querida.
-Devo estar enxada.- A olhei, e percebi que ela já sabia de tudo, mas por precaução, decidi não falar nada.- Hoje teve Hambúrguer no almoço e você sabe como isso me faz mal.
-Claro.
Flash Back Off;
Então eu chamei você em casa
Você disse que não estávamos sozinhos
Eu deveria saber melhor
Agora dói muito mais
-Mentirosa, você sabia sim.-Eu já chorava de soluçar.- Você já havia percebido. Meus enjoos, minha mudança de humor e peso. Mãe você sabia e não me ajudou. 
-Audrey, querida...
-Eu precisei de você...Eu precisei da minha mãe.
-Audrey, saia dessa casa agora.
Você fez o meu coração sangrar e
Você ainda me deve uma razão
Porque eu não consigo descobrir o porquê
-Mas pai, foi um erro eu sei, mas você não pode fazer isso comigo.Eu sempre fui e sempre vou ser sua garotinha.Mas nesse momento, eu preciso que meu pai me abrace forte e diga que tudo vai ficar bem.
O mesmo deu alguns passos até mim ficando em minha frente, e quando eu pensei que ele poderia mudar de ideia, deu meia volta e me deixou no meio da sala de estra chorando e perdida enquanto ele chamava minha mãe que o seguia como se ele fosse seu dono.
Por que eu estou sozinho e congelando
Enquanto você estiver na cama em que ela está
E eu estou apenas me sozinho pra chorar

Talvez isso fosse perca de tempo, tentar correr atrás de tudo que já passou.Se arrependimento mata-se, eu já estaria morta. Pela primeira vez eu senti falta da minha vida de antes, com meninos aos meus pés, meus pais orgulhosos de mim, notas ótimas, minha moral, minha inocência. Quando eu decidi continuar com a gravidez, não fazia parte dos meus planos ser expulsa da casa dos meus pais, e muito menos dormir na escola.
Eu estava dentro da sala do clube do coral, em baixo de mim se encontrava um colchonete que usávamos para o treino da torcida, e me cobria com um pequeno cobertor que trouxe, me impedindo de sentir frio.
Logo de manhã, acordei com alguns pequenos barulhos de portas abrindo e assustada arregalei os olhos, lembrando que a primeira aula, seria ensaio do coral.
-Audrey, oque você esta fazendo aqui?
-Desculpa professor, é que aconteceu uns imprevistos em casa e eu acabei tendo que dormir aqui.-Disse já sentindo meus olhos cheios de lágrimas.
-Audrey, oque aconteceu oque na sua casa? - Caitlin perguntou preocupada.
-Meu pai me expulsou por causa da gravidez.
Já derramava algumas lágrimas em silêncio enquanto meus amigos vinham me abraçar para tentar me consolar, será que eles sabem que isso não iá ajudar? E chorei mais quando vi Justin apenas observando encostado na parede como se ele não se importa-se, na verdade, ele realmente não se importa.
Justin POV.
OK! Estava literalmente fora dos meus planos a ideia de Audrey ser expulsa de sua casa, afinal, ela sempre foi o bebê do seu pai o minimo que ele poderia fazer era deixa-lá de castigo.
Porque tudo tem que ser difícil? Porque nós temos que passar por lutas e tribulações? Seria gay se eu dissesse que estou chorando agora?  Eu não queria ser covarde, eu não queria ser igual meu pai.
-Filho, oque está acontecendo?
-Nada mãe.
-Você saiu da minha barriga, eu sei quando você está bem, ou não.Oque houve?
Depois de alguns minutos a olhando e segurando o choro, o soltei fazendo ela me olhar preocupada.-A Audrey está gravida.
-Meu Deus filho. -Patricia se sentou ao meu lado, me abraçando.-E porque você está assim?
-Porque eu sou o pai.
Minha mãe me olhou de uma maneira irreconhecível por mim.-Você  vai assumir esse filho.
-Eu não posso.
-Porque não pode? - Se levantou, me olhando brava.
-Eu tenho uma vida inteira pela frente, eu não posso perder minha vida para criar um filho mãe.
-Então para não perder sua vida, você vai deixar a Audrey na mão, sozinha, passando por toda essa situação, impedindo que ela viva, para que você possa fazer isso?-Me perguntou, não recebendo nenhuma resposta de volta. Patricia colocou a mão em sua boca e andou devagar até a porta, e se virou para mim novamente.-Você sempre me pergunta o porque de seu pai ter nos abandonado, o porque dele não ter te assumido, você também sempre perguntou oque você tem de parecido com ele e eu sempre respondi que não tinha nada, mas sabe oque é? -Eu a olhei.- Você é completamente igual a ele. Justin, me desculpa, mas você está sendo um completo covarde.
Quando a mesma saiu batendo a porta do meu quarto me joguei em cima da minha cama, voltando a chorar.
Droga!
É tão quieto aqui
              E eu me sinto tão frio
         Esta casa já não
          Se parece um lar

Nenhum comentário:

Postar um comentário