domingo, 13 de dezembro de 2015

9 Months, capitulo 9 - Roots Before Branches

Justin POV.
Olhava a grande parede da minha casa onde havia muitos quadros, mas um realmente me chamava a atenção. Era uma simples foto que me fazia mudar toda minha expectativa de vida, todas as minhas conclusões precipitadas, todas as decisões idiotas que eu já tomei.
Meus olhos estavam cheios de lágrimas, minha mãe quando jovem era tão linda, seus olhos azuis e seus cabelos pretos, lisos caídos por seu ombro, muita coisa não mudou nela ela continua sendo uma das mulheres mais lindas que eu já vi. Mas meu pai, que desgosto falar isso. Levei minha mão até o quadro pendurado onde eu nunca conseguisse vê-lo, talvez minha mãe o colocou aqui para eu realmente não o conhecer, bom, não dessa forma.
Ele era um homem magro e alto, sorridente e com certeza muito disputado naquela época, ali ele realmente parecia estar feliz. E mais para baixo se encontrava um bebê, ele era recém nascido, enrolado numa manta azul bebê. Então, pela primeira vez me vi no colo do meu pai, naquela foto eu parecia ser amado por ele, uma coisa que hoje em dia é uma coisa ao contrário.
- Filho, já está na hora, va... - Minha mãe parou de falar logo que me viu segurando aquele quadro.
- Então é ele o canalha?
- Justin, não fala assim.
- Como você não quer que eu fale assim dele? - Soltei o quadro no chão e andei até minha mãe passando por cima dos pequenos cacos de vidro. - Mãe, a senhora não sabe como eu sinto raiva desse cara. - Comecei a falar já sentindo minha voz um pouco turva. - Eu realmente esperei por muito tempo para ver se ele tomava vergonha na cara e pelo menos desse as caras para me dar um simples parabéns. Eu cansei de ficar atrás da porta do seu quarto ouvindo você chorar pensando que ninguém te amava. Mãe, é cansativo ver que eu tenho que cuidar da senhora sabendo que era para um homem de verdade estar cuidando. Um homem de verdade, diferente de mim, que sou um covarde por causa dele... - Apontei para a foto. - Por causa dele eu não sei que atitude tomar quando eu vejo a menina que eu amo gerando uma filha linda e eu não me sentir bom o suficiente para ser um bom pai, porque eu não tive um bom pai que pudesse me ensinar a ser um. - Meu rosto já estava molhado, eu olhava para minha mãe que estava chorando com a=uma mão na sua boca.
- Justin, filho... - Colocou a mão no meu ombro. - Eu não sei oque se passa na sua cabeça nem na dá Audrey, mas eu sei que não vai ser preciso seu pai te ensinar ser um bom pai e nem como ser um homem. Você é meu orgulho Justin, e eu quero que você se orgulhe disso e sempre se lembre disso, ok? - Assenti, ela me deu um beijo na testa. - Agora esquece ele e vamos para a escola, que as regionais vai começar daqui a pouco.
Peguei meu casaco e limpei meu casaco indo até a garagem ligando o carro e abrindo a porta para que minha mãe. Assim que cheguei na escola, andei até a sala do coral onde todos se preparavam.
- Justin, graças a Deus que você apareceu, nós somos os próximos, todos preparados? Alguma duvida? Audrey, já passou o mal estar?
- Já sim professora.
- Eu tenho uma dúvida? - Mackenzie disse com aquela voz enjoativa dela.
- Qual?
- Porque a Audrey ganhou um solo? Ela está gravida.
- Eu estou grávida, não muda, aliás, eu também canto melhor que você.
- Olha aqui Audrey... - Mackenzie iria retrucar mas logo ouvimos chamarem nossos nomes então fomos andando até o palco, um pouco antes de entrarmos parei ao lado de Audrey que balançava suas mãos nervosa. Ri e a chamei.
- Audrey.
- Oi? - Me olhou parando de se mexer.
- Não precisa ficar tão nervosa!
- Mas Justin, e se eu esquecer a letra, ou se a Suri nascer no meio do palco, ou se eu cair, Justin eu estou mu... - Grudei meus lábios nos dela fazendo a mesma ficar quieta. Passei a língua nos seus lábios pedindo passagem que por incrível que pareça ela cedeu, e então começamos um beijo lento e cheio de paixão. Encerrei o beijo quando a falta de ar chegou, dei alguns selinhos em seu lábios.
- Você não vai esquecer a letra, a Suri não vai nascer no palco, você ainda está com quatro meses e eu vou estar do seu lado as musicas inteiras, se cair eu te seguro ok?
- Ok. - A mesma sorriu e me deu um selinho. Sorri em aprovação e fui para meu lugar atrás da cortina. Por uma pequena brecha, conseguia a ver. Quando Audrey começou a cantar, sorri de leve ouvindo sua voz suave. Fiquei a olhando até ver todos ficarem de pé para aplaudir. Olhei para o lado vendo Hannah se aproximar.
- Vi vocês se beijando.
- Fica me espionando agora Hannah Pieterse?
- Não, eu só gosto de saber que vocês estão se odiando menos. - Sorriu e voltou para seu lugar.
Sorri assim que vi Audrey correr para seu lugar ao meu lado e a cortina cair revelando todos os quinze alunos no coral, a banda começou a tocar fazendo Audrey começar a cantar. Em algumas partes todos cantavam, até chegar minha vez, então comecei a cantar e pela primeira vez me sentir bem naquele dia.
Push me up against the locker. And hey, all I do is shake it off. I'll get you back when I'm your boss. I'm not thinkin' 'bout you haters. 'Cause hey, I could be a superstar. I'll see you when you wash my car.
Assim que a música acabou todos ficaram em pé nos aplaudindo. Sorri abraçando Audrey e Hannah que estavam ao meu lado.
❤❤❤❤
Todos estavam na casa de Audrey e Jasmine comemorando a vitória nas regionais. Alguns bebiam, outros conversavam, ou comiam algo. Jasmine e Ryan estavam conversando, Caitlin e Chaz estavam sorrindo um para o outro enquanto conversavam e as vezes se beijavam. Hannah estava conversando alegre com Christian que foi convidado para se juntar ao clube do coral assim que tirou F em matemática.
Olhei para as escadas vendo Audrey subindo elas. Andei até lá seguindo a mesma e quando ela ia fechar a porta do seu quarto coloquei o pé a impedindo de fecha-lá.
- Oque você está fazendo aqui Justin?
- Já vai voltar com as patadas?
- Não, eu só estou cansada.
- E oque deu em você de me tratar bem? - Perguntei indo até sua cama e me sentando, encostando da cabeceira.
- Eu estou com raiva de você, mas já que você parece estar mais interessado nisso do que eu, não vejo nada de errado você assumir a Suri.
- Sobre isso... - A olhei quando se sentou ao meu lado depois de trancar a porta. - Aquele dia que você disse que estava grávida, eu só disse aquilo para não precisar dizer que eu estou com medo.
- Medo do que?
- De não ser um bom pai. Eu não tive um pai, como vou saber ser um?
- Eu também não faço a menor ideia de como ser mãe, minha mãe sempre foi uma ótima mãe até o dia que concordou de me por para fora de casa.
Audrey sorriu e se aproximou de mim e juntou nossos lábios. Cedi a seu beijo, mas logo parei quando percebi onde ela queria chegar.
- Audrey, pode parar.
- Oque Justin? Vai me negar sexo?
- Vou. Oque está acontecendo com você?
- Eu só quero me sentir importante uma vez.
- Você é importante, para mim e para todos que estão na sala da sua casa. Audrey, para ser especial você não precisa transar com alguém. Você é linda, vai ter uma filha linda e olha, talvez não seja eu o homem que irá fazer você feliz, mas vai aparecer alguém, eu prometo. - Os olhos de Audrey já estavam cheios de lágrimas, odiava vê-la chorar. - Talvez seja  o Will. - Ela negou com a cabeça me fazendo rir.
- Ok. Mas você vai fazer uma coisa para mim. - Disse ajeitando seus travesseiros. - Você vai ficar aqui, se deitar e me abraçar. - Disse se deitando de costas para mim.
Ri com seu pedido e tirei meu tênis e minha camiseta, e deitei a abraçando de conchinha.
- Justin... - Abri meus olhso com o sussuro de Audrey.
- Oi?
- Esses dias eu estava pensando. Para a pessoas ser feliz, ela primeiro tem que criar raízes para depois um ramo. Por isso eu fui legal com você. Talvez seja assim que eu consiga ser feliz de novo e fazer a Audrey ser feliz. - Sorri com seu comentário e a virei para mim dando um selinho em seus lábios. - Desculpa não ter dito isso antes mas, eu só estava com medo, na verdade ainda estou com medo do que pode estar para vir.
- Mas, você queria ter dito oque?
- Que eu também te amo.
Sorri e dei um beijo em sua testa, a abraçando mais forte e fechando meus olhos sendo vencido pelo sono. 

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